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Amigos nos carregaram para o interior do RJ, não trabalhei no feriado! Inédito mesmoooo! Presente de Deus ir para um lugar tão lindo, onde não tem telefone, internet, tv (sky estava fora do ar…ainda bem!). Estávamos precisando nos desconectar de tantas informações, das “urgências”, do trabalho, e ali naquele paraíso cercados da natureza, pudemos esquecer do mundo. Não, eu NÂO senti falta de redes sociais, celular, internet…pelo contrário, eu ficaria muito tempo ali se pudesse, quieta, na minha, só admirando tudo, curtindo a família e os amigos.

As vezes me pergunto o motivo de tanta correria, e me pego almejando uma vida mais simples. As vezes precisamos questionar nosso estilo de vida e rever as prioridades.

Acho que a revolução industrial caducou tudo, obrigou camponeses a irem para as cidades trabalhar, a produção em larga escala aos poucos foi dando lugar às mulheres no mercado de trabalho, e elas por sua vez, foram ganhando espaço por sua competência (disso eu me orgulho!). Vocês podem me odiar pelo que vou dizer agora…rs…mas eu acho que a vida devia ser mais feliz quando a mulher só cuidava dos filhos, do marido e da casa. Essa luta por espaço fez com que a mulher ficasse mais sobrecarregada, porque na verdade, a mulher acumulou mais funções e obrigações. Já não é pouco cuidar do lar, dos filhos e do marido, agora temos que trabalhar fora também e ficamos como loucas tentando dar conta de tudo. Não há privilégio maior que cuidar das pessoas que amamos e de suas coisas, mas a “dona de casa” em nossos dias é vista como desprovida de inteligência, como alguém incapaz de crescer e fazer sucesso. Mas o que é sucesso? Existe sucesso maior que cuidar e desfrutar da presença das pessoas que amamos? Na minha opinião não.

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Posso falar isso porque sou dessas que também trabalham para ajudar nas despesas da casa, me viro pra cuidar da casa, do marido e da filha. Se eu não trabalhasse, poderiam questionar esse texto. Por mais que a crise tenha afetado meu trabalho, gerencio pessoas, e digo que muitas vezes o que eu mais gostaria era gerenciar só o meu lar. Minha vontade mesmo era estar numa “casinha branca de varanda” com os filhos correndo enquanto estendo a roupa e os observo felizes, e no fim do dia receber o marido cheirosa, com os filhos engomadinhos, e um banquete feito por mim. Amélia moderna e vaidosa? Será? kkkkkkkkkkkk… jamais esperariam um pensamento desses de mim (eu sei…rs…), eu também acho bem estranho, mas de fato penso muito nisso.  Tenho tido vontades estranhas, não sei se é a idade, mas também me pego com vontade de aprender a costurar, há pouco tempo passei a cuidar de plantas (algo que eu jamais esperaria que fosse fazer na vida), é que tenho aprendido o valor da simplicidade. Vejo que a felicidade está nas coisas simples da vida. A vida do ser humano tem se resumido em trabalhar pra conseguir coisas, sou um exemplo disso, lutei pra conquistar tantas coisas, perdi noites de sono pra vir a crise e levar tudo. Isso me faz pensar muito em tudo que deixei de fazer para “crescer”, momentos que deixei de viver por estar trabalhando que nem louca pra alcançar meus objetivos materiais.

Há alguns anos atrás conheci o livro de Jim Hohnberger chamado “Fuga para Deus”, confesso que achei o cara um alienado, louco de “largar tudo” para viver um estilo de vida totalmente diferente com sua família, mas o mundo dá voltas e como dá! Quem está com vontade de fazer isso? Quem? Quem? Euuuuuuuuuuuuuuuu!!! kkkkkkkkkkkkkkkkkk…nada como um dia após o outro.

Seria um sonho sair dessa correria louca e adotar um estilo de vida diferente. Oremos! 😉

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