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Antes de casar eu já pensava sobre como eu trabalharia a autoestima da minha cria. Esse é um tema mais abordado em nossos dias, mas nem sempre foi assim. Em minha infância faltava informação, e esses assuntos não eram tratados. Minha mãe é uma mulher maravilhosa, guerreira, tem um ótimo coração, e incontáveis qualidades, mas ela sempre criticou minha aparência e meu jeito, porque somos bemmmm diferentes. Isso me fez ver a importância dos pais na construção da autoestima dos filhos e desde cedo decidi que seria diferente quando eu fosse mãe. Tenho certeza que ela não fazia por maldade, e não tinha tempo de buscar esses conhecimentos porque ela sempre trabalhou muito.

Depois que conheci o evangelho cresci muito em todas as áreas da vida, é incrível como Deus nos orienta nas coisas mais simples através da bíblia, inclusive na minha responsabilidade pela integridade física, espiritual e psicológica da minha filha. Isso me dá medo as vezes, porque não posso ter o controle de tudo, gostaria eu de colocá-la numa redoma para que nunca sofresse nada, isso é um pensamento de mãe super protetora! rs…mas é nosso dever como pais, zelar pelo bem-estar dos nossos filhos e trabalhar intencionalmente a autoestima deles.

Eu me importo muito com isso e já trabalho isso desde o ventre, sempre fiz de tudo pra ela se sentir amada, aceita e feliz. Não sou expert no assunto, é claro, mas como mãe, quero despertar em outras mamães a importância desse assunto. Seria ótimo que todas as crianças se sentissem especiais, então eu gostaria de dar 5 dicas simples que aplico no meu dia-a-dia para que minha cria se torne uma adulta com a autoestima alta. Aí vai:

  1. Brinque com sua cria, e a deixe comandar a brincadeira
  2. Demonstre interesse e orgulho pelas conquistas que sua cria alcança
  3. Jamais compare sua cria com outra criança, isso é muito importante!
  4. Quando sua cria errar, critique o erro, não a criança
  5. Elogie sempre sua aparência e sua capacidade, a sós, e também perante os outros

São dicas simples, mas fazem toda diferença na vida da criança. Quando estou conversando com o marido e ela quer participar, deixo ela falar um pouco também, ela ama poder falar também numa conversa de adultos, sendo criança.

Outro dia fiquei chocada, quando ela me disse: “Sente aqui mamãe, vamos conversar!”, ela soltou essa frase e sorriu, e eu também ri muito (é claro!), mas sentei, conversamos e me diverti com isso. Depois desse dia ela sempre faz isso, e nesses momentos a mãe sai e fica a amiga. Acho bem engraçado porque ela sempre me pergunta se sou sua amiga, eu respondo sempre que sou sua melhor amiga. Na maioria das vezes a mãe é a melhor amiga. Sou muito diferente da minha mãe, ela sempre teve a postura durona, do tipo “Cale a boca, eu que mando! Não sou suas amigas!Sou sua mãe!”, como a maioria das mães de antigamente, mas apesar de sermos totalmente o inverso, sei que ela é minha melhor amiga. Ela que me ajuda nos momentos mais difíceis…ela sempre está lá, e sei o quanto me ama apesar de ser tão durona. Por outro lado, acho muito importante a criança ver os pais de igual para igual em alguns momentos, ver que sua opinião, e seus sentimentos são muito importantes independente do seu tamanho. É importante para a criança ser ouvida pelos seus pais.

Temos uma geração privilegiada, pois somos rodeados de informações, tudo é muito acessível para que possamos construir a autoestima dos nossos pequeninos, os tornando adultos felizes que exploram seu potencial ao máximo.Um adulto com a autoestima alta, é feliz interiormente, e isso acaba fluindo de dentro pra fora com plena naturalidade. Sei que não sou perfeita, sei que errarei (e isso me assusta muito!), mas sempre procurarei fazer o melhor por ela, sempre procurarei fazê-la se sentir amada, única, e especial. <3